Índice
Introdução
A reforma tributária está mudando a forma como o Brasil cobra impostos sobre o consumo. Os novos impostos da reforma tributária — a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e o Imposto Seletivo (IS) — substituem tributos antigos como PIS, Cofins, ICMS, ISS e parte do IPI.
Com a transição iniciando em 2026 e a implementação completa até 2033, o país entra em uma nova fase de modernização fiscal. Por isso, entender como esses novos impostos da reforma tributária funcionam e o impacto que trarão no dia a dia é essencial para acompanhar as transformações do sistema tributário brasileiro.
Quais são os novos impostos da reforma tributária?

A princípio, os novos impostos da reforma tributária simplificam a cobrança sobre o consumo no Brasil. Eles substituem tributos antigos como PIS, Cofins, IPI, ICMS e ISS, criando um modelo mais direto e transparente com três principais tributos: CBS, IBS e Imposto Seletivo (IS).
CBS: Contribuição sobre Bens e Serviços
Primeiramente, a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) é um tributo federal que substitui o PIS e a Cofins. Ela incide sobre o consumo de bens e serviços em todo o país e segue o modelo de Imposto sobre Valor Agregado (IVA), permitindo o abatimento de créditos ao longo da cadeia produtiva.
Nesse sentido, a CBS busca reduzir a cumulatividade dos tributos e simplificar o sistema para empresas e consumidores. A cobrança ocorre no destino do consumo, o que torna o sistema mais justo entre os estados.
Empresas de diferentes setores passam a lidar com uma alíquota única e regras padronizadas, o que diminui disputas fiscais e o tempo gasto com obrigações acessórias. Por sua vez, o governo federal é responsável pela arrecadação e gestão desse imposto.
IBS: Imposto sobre Bens e Serviços
O Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) é de competência estadual e municipal, substituindo o ICMS e o ISS. É importante mencionar que ele também segue o modelo de IVA, com crédito financeiro e cobrança no destino, o que reduz a guerra fiscal entre estados.
O IBS unifica regras hoje diferentes entre os entes federativos, criando um sistema compartilhado de arrecadação. Então, cada estado e município receberá sua parte conforme o local de consumo, não de produção.
Essa mudança traz maior previsibilidade e transparência na tributação. Aliás, a implementação será gradual, permitindo que empresas e governos se adaptem às novas regras sem impacto abrupto na economia.
Imposto Seletivo (IS)
Por último, o Imposto Seletivo (IS) incide sobre produtos e serviços que causam impactos negativos à saúde ou ao meio ambiente, como cigarros, bebidas alcoólicas e combustíveis. De antemão, ele não substitui outros tributos, mas complementa o sistema para desestimular o consumo desses itens.
O IS será federal, com arrecadação direcionada a políticas públicas específicas. Como resultado, a cobrança começará após a transição dos demais tributos, prevista para ocorrer até 2027.
Na Zona Franca de Manaus, o IS terá tratamento diferenciado para manter a competitividade regional. Essa exceção busca equilibrar o desenvolvimento econômico local com as novas regras nacionais.
Como funcionam os novos impostos da reforma tributária

Vale ressaltar que os novos impostos da reforma tributária reorganizam a tributação sobre o consumo no Brasil. Assim, eles substituem cinco tributos atuais por dois de base ampla, com regras mais simples, foco na transparência e redução da cobrança em cascata ao longo da cadeia produtiva.
Modelo IVA e não cumulatividade
À primeira vista, o novo sistema cria dois tributos no formato de Imposto sobre Valor Agregado (IVA):
- CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços), administrada pela União.
- IBS (Imposto sobre Bens e Serviços), gerido por estados e municípios.
Esses novos impostos da reforma tributária seguem o princípio da não cumulatividade, o que significa que cada empresa poderá descontar o imposto pago nas etapas anteriores da produção. Por outro lado, isso elimina a cumulatividade, que ocorre quando o mesmo valor é tributado várias vezes.
O modelo busca simplificar a apuração e tornar a tributação mais neutra. Logo, cada operação gera crédito e débito, permitindo que o imposto incida apenas sobre o valor agregado em cada fase da cadeia. Essa estrutura é comum em sistemas modernos de IVA e tende a reduzir distorções econômicas.
Alíquotas e carga tributária
As alíquotas da CBS e do IBS serão definidas por lei complementar, com valores uniformes para todos os setores, salvo exceções específicas. Com isso, a soma das alíquotas deve manter a carga tributária próxima ao nível atual, evitando aumento geral de impostos.
Alguns bens e serviços essenciais terão alíquotas reduzidas ou isenções, enquanto produtos com impacto negativo à saúde ou ao meio ambiente pagarão o Imposto Seletivo, conhecido como “imposto do pecado”.
| Tipo de Tributo | Administração | Base de Cálculo | Característica Principal |
|---|---|---|---|
| CBS | União | Bens e serviços | Não cumulativo |
| IBS | Estados e Municípios | Bens e serviços | Não cumulativo |
| Imposto Seletivo | União | Produtos específicos | Finalidade extrafiscal |
Essa estrutura dos novos impostos da reforma tributária busca equilibrar arrecadação e justiça fiscal, garantindo maior previsibilidade para empresas e consumidores.
Transição e implementação gradual
A implementação dos novos impostos da reforma tributária ocorrerá de forma gradual, para permitir adaptação de empresas e governos. Além disso, a transição começará com uma fase de testes, em que o novo sistema coexistirá com os tributos antigos.
Entre 2026 e 2033, a CBS e o IBS substituirão progressivamente o PIS, Cofins, IPI, ICMS e ISS. Durante esse período, a União, estados e municípios ajustarão suas alíquotas e sistemas de arrecadação.
As empresas do Simples Nacional terão regras específicas para manter a simplicidade do regime. Já as demais precisarão adaptar sistemas de faturamento e emissão de documentos fiscais, como o CTe. Por último, essa transição planejada busca reduzir incertezas e garantir que a nova estrutura de tributação funcione de forma estável e transparente.
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Conclusão

Os novos impostos da reforma tributária representam uma mudança importante na forma como o Brasil arrecada tributos sobre o consumo. A criação da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e do Imposto Seletivo (IS) busca simplificar regras e reduzir sobreposições entre tributos federais, estaduais e municipais.
Com a transição iniciando em 2026 e finalizando em 2033, o país passará por um período de adaptação gradual. Assim, empresas e consumidores terão tempo para entender o funcionamento dos novos tributos e ajustar seus processos. Enfim, esses novos impostos da reforma tributária pretendem tornar o sistema mais claro, eficiente e equilibrado entre os diferentes níveis de governo.

