Índice
- Introdução
- O que é o cronograma da Reforma Tributária?
- Principais fases do cronograma da Reforma Tributária
- Novos tributos previstos no cronograma da Reforma Tributária
- Impactos do cronograma da Reforma Tributária por regime de tributação
- Riscos de não acompanhar o cronograma da Reforma Tributária
- Como se preparar para o cronograma da Reforma Tributária
- Acompanhe o cronograma da Reforma Tributária com a Axxen
- Conclusão
Introdução
O cronograma da Reforma Tributária é um dos temas mais urgentes para empresas brasileiras de todos os portes neste momento. Com a aprovação da Emenda Constitucional nº 132/2023, o sistema tributário nacional entrou em um período de transição que se estenderá até 2033, trazendo mudanças profundas na forma de apurar, recolher e declarar tributos sobre consumo.
Por isso, compreender o cronograma da Reforma Tributária com antecedência é fundamental para evitar surpresas operacionais, adaptar sistemas fiscais e proteger a margem de resultado das empresas. Neste artigo, você confere as principais fases previstas, os novos tributos envolvidos, os impactos por regime de tributação e as melhores práticas para se preparar com segurança.
O que é o cronograma da Reforma Tributária?
O cronograma da Reforma Tributária é o calendário oficial que define as etapas de implementação do novo sistema tributário brasileiro, aprovado pela Emenda Constitucional nº 132/2023 e regulamentado pela Lei Complementar nº 214/2025. Ele estabelece quando os tributos atuais serão reduzidos ou substituídos, quando os novos tributos entrarão em vigor e como ocorrerá a transição até a consolidação do novo modelo de tributação sobre o consumo.
A Reforma reorganiza a tributação sobre o consumo com a substituição do PIS/Pasep e da Cofins pela CBS e do ICMS e do ISS pelo IBS. O novo sistema também introduz o Imposto Seletivo. O IPI terá suas alíquotas reduzidas a zero para a maior parte dos produtos a partir de 2027, observadas as exceções previstas para a Zona Franca de Manaus.
Cada um desses tributos segue um calendário próprio de entrada em vigor, o que torna o acompanhamento do cronograma da Reforma Tributária indispensável para qualquer área fiscal ou financeira.
Aliás, a transição da Reforma Tributária já está em curso, com os primeiros testes de alíquota da CBS e do IBS iniciados em 2026, conforme previsto na regulamentação aprovada pelo Ministério da Fazenda.
Principais fases do cronograma da Reforma Tributária
É importante destacar que o cronograma da Reforma Tributária está estruturado em blocos temporais que avançam progressivamente até a extinção completa do sistema atual. Conhecer cada fase permite que gestores fiscais e controllers antecipem ajustes nos processos internos.
Fase de testes (2026)
Em 2026, começa a fase de teste da CBS e do IBS, com alíquotas de 0,9% e 0,1%, respectivamente. Nesse período, empresas precisam adequar documentos fiscais, sistemas, parametrizações e processos de apuração ao novo modelo. O objetivo é validar a operacionalização antes do avanço das próximas etapas da transição.
Período de convivência entre sistemas (2027-2028)
A partir de 2027, a CBS entra em vigor e substitui o PIS/Pasep e a Cofins. Em 2027 e 2028, o IBS permanece em fase inicial, com alíquota reduzida, antes do início da substituição progressiva de ICMS e ISS. Vigente de 2027 em diante, as alíquotas do IPI são reduzidas a zero para a maior parte dos produtos, preservado o tratamento específico relacionado à Zona Franca de Manaus.
Em 2027 e 2028, a principal mudança ocorre na esfera federal, com a consolidação da CBS e a entrada inicial do IBS. A convivência mais intensa entre tributos antigos e novos ocorre posteriormente, durante a substituição gradual de ICMS e ISS pelo IBS.
Transição do ICMS e ISS (2029-2032)
Entre 2029 e 2032, ICMS e ISS são reduzidos gradualmente, enquanto a participação do IBS aumenta ao longo do mesmo período, até a conclusão da substituição em 2033.
O cronograma da Reforma Tributária prevê que essa fase seja a mais desafiadora para empresas com operações em múltiplos estados, dada a diversidade de regras ainda vigentes no período de convivência.
Extinção completa do sistema antigo (2033)
Em 2033, ICMS e ISS são extintos e o IBS passa a operar integralmente. A CBS já estará consolidada desde 2027 em substituição ao PIS/Pasep e à Cofins. O IPI permanece sujeito ao tratamento específico previsto para a Zona Franca de Manaus.

Novos tributos previstos no cronograma da Reforma Tributária
O cronograma da Reforma Tributária introduz três novos tributos que substituirão o modelo atual. Cada um tem características, bases de incidência e prazos de implementação distintos.
CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços)
A CBS é o tributo federal que substituirá PIS e Cofins. Sua entrada em vigor em alíquota plena ocorre em 2027. A CBS segue uma lógica de não cumulatividade ampla, com apropriação de créditos conforme as hipóteses, restrições e regimes específicos previstos na legislação.
IBS (Imposto sobre Bens e Serviços)
Por outro lado, o IBS é o tributo subnacional que substituirá ICMS e ISS. O IBS começa a ser testado em 2026 e permanece em fase inicial em 2027 e 2028. Entre 2029 e 2032 ocorre sua expansão gradual em paralelo à redução de ICMS e ISS, até a entrada integral do novo modelo em 2033. Empresas prestadoras de serviços e varejistas precisam acompanhar com atenção as regras de crédito e a base de cálculo desse novo imposto.
Imposto Seletivo
Já o Imposto Seletivo incidirá sobre produtos e serviços considerados prejudiciais à saúde ou ao meio ambiente, como cigarros, bebidas alcoólicas e veículos de alta emissão. Sua entrada em vigor está prevista para 2027, junto com a CBS. Para empresas dos setores afetados, o cronograma da Reforma Tributária exige análise imediata de impacto sobre preços e margens.
Impactos do cronograma da Reforma Tributária por regime de tributação
O cronograma da Reforma Tributária afeta empresas de formas distintas conforme o regime de tributação adotado. Compreender essas diferenças é essencial para um planejamento tributário eficaz.
- Empresas no Lucro Real precisarão avaliar como a nova sistemática de débitos e créditos de CBS e IBS afeta sua carga efetiva, considerando setor, cadeia de fornecedores, clientes, operações e perfil de custos;
- Empresas no Lucro Presumido precisarão avaliar os efeitos da nova tributação sobre o consumo de forma integrada à tributação da renda, sem presumir que uma mudança de regime será necessariamente mais vantajosa;
- Empresas no Simples Nacional enfrentarão regras específicas de transição, com alíquotas e aproveitamento de créditos diferenciados;
- MEIs também serão impactados, embora de forma mais simplificada, conforme as regras de transição previstas para o regime.
Nesse cenário, o cronograma da Reforma Tributária deve ser acompanhado em conjunto com uma revisão do regime tributário atual, para garantir que a empresa esteja posicionada da forma mais eficiente possível antes de cada fase.
Riscos de não acompanhar o cronograma da Reforma Tributária
Ignorar o cronograma da Reforma Tributária pode gerar consequências operacionais e financeiras relevantes. Entre os principais riscos, destacam-se:
- Inadequação de sistemas de ERP e emissão de notas fiscais às novas exigências técnicas;
- Perda de créditos tributários por falha na adaptação ao modelo não cumulativo da CBS e do IBS;
- Recolhimento incorreto de tributos durante o período de convivência entre os sistemas antigo e novo;
- Exposição a autuações por inconsistências nas obrigações acessórias durante a transição;
- Impacto não previsto sobre preços, contratos e margens operacionais, especialmente em setores sujeitos ao Imposto Seletivo.
A fase de maior convivência entre tributos antigos e novos ocorre entre 2029 e 2032, quando ICMS e ISS são gradualmente reduzidos enquanto o IBS amplia sua participação.

Como se preparar para o cronograma da Reforma Tributária
Organizar a empresa para cada fase do cronograma da Reforma Tributária exige planejamento antecipado, integração entre áreas e suporte técnico especializado.
Realize um estudo de impacto tributário
O primeiro passo é mapear como cada fase do cronograma da Reforma Tributária afetará a carga tributária efetiva da empresa. Esse estudo deve considerar o regime de tributação, o setor de atuação, o perfil de créditos aproveitáveis e os contratos vigentes com clientes e fornecedores.
Adapte sistemas e processos internos
Em 2026, a adequação de ERP, documentos fiscais, cadastros, parametrizações e integrações já deve estar em andamento. A partir daí, os sistemas precisarão acompanhar as alterações previstas em cada etapa da transição. O cronograma da Reforma Tributária deve ser integrado ao roadmap de TI e à agenda do setor fiscal da empresa.
Capacite as equipes fiscais e contábeis
A equipe responsável pelas obrigações tributárias precisa dominar as regras de cada novo tributo antes da respectiva entrada em vigor. Treinamentos sobre CBS, IBS e Imposto Seletivo devem ser incluídos no planejamento de capacitação desde já.
Revise contratos e políticas de preços
O cronograma da Reforma Tributária pode alterar a carga tributária incidente sobre produtos e serviços. Por isso, contratos de longo prazo e políticas de precificação devem ser revisados para absorver ou repassar eventuais impactos de forma planejada.
Acompanhe o cronograma da Reforma Tributária com a Axxen
O cronograma da Reforma Tributária representa uma das maiores transformações do sistema tributário brasileiro em décadas. Cada fase traz obrigações, riscos e oportunidades que exigem posicionamento estratégico antecipado. Empresas que não se prepararem adequadamente estarão expostas a recolhimentos incorretos, perda de créditos e inadequação operacional durante o período de transição.
A Axxen atua há mais de 20 anos no mercado nacional de consultoria tributária e auditoria fiscal, com mais de 1.000 clientes atendidos em todo o Brasil e mais de R$ 960 milhões em créditos tributários recuperados.
Para apoiar empresas diante do cronograma da Reforma Tributária, a Axxen oferece estudos de impacto da Reforma Tributária, planejamento tributário estratégico, tax compliance e revisão fiscal, combinando tecnologia própria e equipe especializada para garantir diagnósticos rápidos e seguros em cada fase da transição.
Entre em contato com a Axxen e conduza a adaptação da sua empresa ao cronograma da Reforma Tributária com segurança, eficiência e suporte técnico especializado. Ou acesse o diagnóstico gratuito e descubra como a Reforma impacta diretamente a sua carga tributária.
Conclusão
O cronograma da Reforma Tributária define um caminho de transição longo e complexo, que se estende de 2026 a 2033, com fases distintas de implementação da CBS, do IBS e do Imposto Seletivo, a substituição de PIS/Pasep e Cofins pela CBS, a substituição gradual de ICMS e ISS pelo IBS e o tratamento específico do IPI durante a transição.
Mais do que uma mudança regulatória, o cronograma da Reforma Tributária representa uma oportunidade para empresas que se prepararem com antecedência compreenderem melhor sua nova carga tributária, aproveitarem corretamente os créditos e tomarem decisões com maior previsibilidade sobre preços, margens, contratos e fluxo de caixa. Por outro lado, quem postergar a adaptação corre o risco de enfrentar autuações, perdas de crédito e impactos não planejados sobre preços e margens.